O Prêmio Fundação Bunge, um dos mais importantes reconhecimentos de méritos científico, literário e artístico do País, anuncia os contemplados em sua 67ª edição. Adalberto Luis Val, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), será agraciado na categoria Vida e Obra no tema Soluções baseadas na natureza para agricultura sustentável e inclusiva, por seus trabalhos em bioindicadores para a qualidade ambiental, peixes e seus ambientes, uso sustentável de recursos naturais e ecotoxicologia. O professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP - Dracena), Fernando Shintate Galindo, será o agraciado na categoria Juventude, com pesquisadores de até 35 anos, por ter desenvolvido pesquisas em manejo sustentável de nutrientes e fitotecnia de culturas de interesse econômico, fertilizantes e adubação.
No tema Conhecimentos e estratégias contra a fome, Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), foi o escolhido na categoria Vida e Obra por seus trabalhos em segurança alimentar e contribuições para avaliação nutricional de populações, tendência secular e determinantes biológicos e socioeconômicos de doenças relacionadas à nutrição e avaliação de programas de alimentação e nutrição. Já Lissandra Amorim Santos, pesquisadora do Centro Internacional de Equidade em Saúde (International Center of Equity in Health - ICEH) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), receberá o prêmio na categoria Juventude, por suas pesquisas em desigualdades de gênero em nutrição e saúde, desigualdades raciais, saúde global, saúde pública, saúde da mulher, e nutrição materno-infantil.
Prêmio Fundação Bunge teve recorde de indicados
Neste ano, o Prêmio Fundação Bunge contou com um número recorde de indicados. Ao todo, 120 pesquisadores foram recomendados por instituições públicas e privadas de ciência no país para serem homenageados, um aumento de 54% em relação a 2022, quando o Prêmio recebeu 78 indicações.
Eles foram avaliados por comissões técnicas formadas por especialistas em ciências agrárias e ciências humanas e sociais, áreas contempladas pela edição 2023 do Prêmio.
Os contemplados receberão medalha de ouro e premiação em dinheiro. A cerimônia de entrega do prêmio ocorrerá em setembro, na capital paulista.
“É uma grande alegria para nós homenagear cientistas que desenvolvem pesquisas de excelência em nosso país. O Prêmio Fundação Bunge visa incentivar a ciência nacional e de certa forma inspirar futuros pesquisadores. Só teremos um país desenvolvido se incentivarmos a ciência, a pesquisa e a inovação”, afirma Cláudia Buzzette Calais, diretora-executiva da Fundação Bunge.
Conheça cada um dos contemplados
Vida e Obra
Adalberto Luis Val
Biólogo, com pós-doutorado na Universidade da Columbia Britânica, Canadá, estuda adaptações biológicas às mudanças ambientais, tanto aquelas de origem natural como aquelas causadas pelo homem, em ambientes naturais e de criação (aquicultura). No INPA-MCTI desde 1981, envolveu-se com análises das necessidades da Amazônia relacionadas à educação, ciência e tecnologia. Como membro de sociedades científicas nacionais e estrangeiras, organizou mais de duas dezenas de eventos no Brasil e no exterior. Publicou mais de 210 trabalhos inéditos em periódicos nacionais e estrangeiros, mais de 20 capítulos de livros e livros; entre estes, Fishes of the Amazon and their Environment pela Springer Verlag e The Physiology of Tropical Fishes pela Academic Press (2006). Tem apoio financeiro de agências brasileiras (CNPq, CAPES e FAPEAM) e estrangeiras (International Copper Association e The Leverhulme Trust) e atualmente coordena o INCT ADAPTA. Orientou mais de 120 estudantes em nível de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico em 2002 e o Prêmio Excelência da American Fisheries Society em 2004. Em 2005 foi eleito membro titular da Academia Brasileira de Ciências e atuou como seu vice-presidente para a Região Norte de 2007 a 2012 e de 2019 em diante. Foi diretor geral do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia de 2006 a 2014. Em 2008 recebeu a Grande Ordem do Mérito Legislativo do Estado do Amazonas e em 2013 foi admitido na classe Grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 2015 recebeu o título de cidadão do Amazonas. Em 2016 recebeu a honrosa homenagem Anísio Teixeira da CAPES/MEC. Em 2017 foi credenciado como professor adjunto da Escola de Pós-graduação da Universidade de Laval, Quebec, Canadá. Em novembro de 2021 foi eleito membro de pleno direito da Academia Mundial de Ciências (TWAS).
Carlos Augusto Monteiro
A formação acadêmica do professor Monteiro inclui graduação em Medicina, Residência e Mestrado em Medicina Preventiva, Doutorado em Saúde Pública, todos cursados na USP, e pós-doutorado no Instituto de Nutrição Humana da Columbia University. Sua carreira de pesquisador e orientador (já formou dezenas de mestres e doutores) foi feita no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, onde é Professor Titular desde 1989. Entre 1990 e 1992, trabalhou na Unidade de Nutrição da OMS em Genebra e foi professor visitante das universidades de Bonn e Genebra. É coordenador científico do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (NUPENS/USP) desde 1992. De dezenas de projetos de pesquisa realizados na área da Nutrição em Saúde Pública, resultaram vários livros e mais de 250 publicações indexadas na Web of Sciences com mais de 20 mil citações (índice H: 70). É bolsista de produtividade científica do CNPq desde 1981 e pesquisador nível IA desde 1989. São destaques de sua produção científica voltada para o Brasil artigos sobre inquéritos populacionais em saúde e nutrição infantil realizados em São Paulo nas décadas de 70, 80 e 90, cujos resultados foram essenciais para redefinir o enfoque e o conteúdo dos programas nutricionais nas unidades básicas de saúde de São Paulo e, posteriormente, de todo o país; projeto temático FAPESP de resgate e interpretação das tendências temporais das condições de saúde e nutrição da população brasileira na segunda metade do século XX, do qual resultou livro ganhador do prêmio Jabuti de melhor livro do ano na categoria Ciências Naturais e Medicina; análises das Pesquisas de Orçamentos Familiares do IBGE, que trouxeram nova e crítica visão para o problema da segurança alimentar no país; desenvolvimento e validação de um sistema nacional de monitoramento de fatores de risco para doenças crônicas baseado em entrevistas telefônicas, ganhador do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS de 2005 e inspirador do sistema VIGITEL implantado desde 2006 pelo Ministério da Saúde nas 26 capitais de estados brasileiros e Distrito Federal; estudos que documentaram o declínio excepcional da desnutrição infantil no Brasil entre 1996 e 2007 e quantificaram o papel da redução da pobreza e da extensão de cobertura de serviços públicos essenciais naquele declínio; e estudos sobre padrões de alimentação e saúde no Brasil, que orientaram a elaboração do Guia Alimentar para a População Brasileira 2014. Como parte de sua produção científica de impacto internacional, destacam-se estudos sobre determinantes da tendência secular do aleitamento materno e da mortalidade infantil em países em desenvolvimento; criação de novos indicadores para a avaliação antropométrica do estado nutricional de populações; estudos sobre o fenômeno da transição alimentar e nutricional nos países em desenvolvimento, desenvolvimento do sistema NOVA de classificação de alimentos, que se tornou referência mundial para a análise do efeito do processamento de alimentos na qualidade da dieta e na saúde humana e dezenas de estudos populacionais que demonstraram a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e doenças crônicas não transmissíveis. Desde 2020 coordena o estudo de coorte NutriNet Brasil, que acompanha a alimentação e a saúde de mais de 100 mil brasileiros. É editor científico da Revista de Saúde Pública e, desde 2010, integra o comitê Nutrition Guidance Expert Advisory Group da OMS. Em 2010, foi o terceiro brasileiro a ganhar o prêmio Abraham Horwitz de Liderança Científica em Saúde nas Américas outorgado pela OPAS todos os anos ao pesquisador latinoamericano que mais se destacou no campo. É membro da Academia Brasileira de Ciências desde 2007. Em 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022, foi relacionado pela Web of Sciences/Clarivate’s Analytics entre os 1% dos cientistas da grande área das Ciências Sociais cujos artigos científicos alcançaram maior repercussão na literatura científica.
Juventude
Fernando Shintate Galindo
Professor Assistente Doutor (RDIDP MS 3.1) junto ao departamento de Produção Vegetal da Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas (FCAT) da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Pós-doutorado no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), Universidade de São Paulo (USP). Doutor em Agronomia - Sistemas de Produção pela Faculdade de Engenharia campus de Ilha Solteira da UNESP, com período sanduíche em Southwest and Outreach Center Research (SWROC), College of Food, Agricultural and Natural Resource Sciences (CFANS) - University of Minnesota (UM). Mestre em Agronomia: Sistemas de Produção, na linha de pesquisa Manejo e conservação do solo e água pela Faculdade de Engenharia campus de Ilha Solteira da Universidade Estadual Paulista UNESP, Especialista em Solos e Nutrição de Plantas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo USP, Master of Business Administration - MBA em agronegócios pela Esalq/USP, Engenheiro Agrônomo pela Faculdade de Engenharia campus de Ilha Solteira da UNESP. Foi professor na Associação de Ensino e Cultura de Mato Grosso do Sul (AEMS) - Faculdades Integradas de Três Lagoas - MS nas disciplinas de Adubos e adubação, Manejo e conservação do solo, Gênese e Classificação do solo, Bromatologia, Olericultura e Fitopatologia Aplicada de 2016 a 2018. Tem experiência em manejo sustentável de nutrientes e fitotecnia de culturas de interesse econômico, fertilizantes e adubação, com ênfase nos seguintes temas: Agricultura sustentável, adubação nitrogenada em grandes culturas, Azospirillum brasilense e bactérias promotoras de crescimento de plantas, cereais e leguminosas, forragicultura e pastagens e recuperação de áreas degradadas. Estudos baseados na grande área de agronomia, sustentabilidade, nutrição de plantas e fertilidade do solo aplicado a sistemas de produção agrícola em grandes culturas.
Lissandra Amorim Santos
Pesquisadora do Centro Internacional de Equidade em Saúde (International Center of Equity in Health - ICEH) da UFPel. Doutora em Ciências Nutricionais, linha Epidemiologia Nutricional, pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro/ Universidade Federal do Rio de Janeiro (INJC/UFRJ) (bolsista CAPES) com doutorado sanduíche na Universidade de Yale (2021-2022) pelo CAPES PRINT – Programa Institucional de Internacionalização, financiado pela CAPES (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). É membro da Rede Latino-Americana Interdisciplinar de Gênero (LAIGN / Yale MacMillan Center), subgrupo de Gênero, Economia, Pobreza e Saúde. Mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) (2015). Especialista em Nutrição Clínica sob a forma de Residência pela Universidade Federal da Bahia/ Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (UFBA/SESAB) (2013), tendo atuado como nutricionista, prestando assistência nutricional aos pacientes internados nos hospitais da rede pública credenciados à SESAB. Graduada em Nutrição pela Universidade Federal da Bahia (2010). Atuou como nutricionista em consultório, realizou consultorias em escolas e comunidades. Também atuou como docente na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC - SSA) e docente por tempo determinado na Escola de Nutrição da UFBA (2016-2017). Atua principalmente nos seguintes temas: desigualdades de gênero em nutrição e saúde, desigualdades raciais, saúde global, saúde pública, saúde da mulher, e nutrição materno-infantil.
Sobre o Prêmio
O Prêmio Fundação Bunge foi criado em 1955 para incentivar a inovação e disseminação de conhecimento, reconhecer profissionais que contribuem para o desenvolvimento da cultura e das ciências no Brasil, além de estimular novos talentos. Desde a sua criação, mais de 200 personalidades foram premiadas, entre elas os escritores Erico Veríssimo Daniel Munduruku, Hilda Hilst, Jorge Amado, Lygia Fagundes Telles, Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz e Ruth Rocha, os arquitetos Oscar Niemeyer e Lucio Costa, o médico e pesquisados Carlos Chagas Filho, o artistas plásticos Emiliano Di Cavalcanti, Maria Bonomi e Regina Silveira, o sociólogo Gilberto Freyre, o jurista Miguel Reale, o físico Cesare Lattes, os educadores Anísio Teixeira e Paulo Freire, o crítico literário Antonio Candido, o filólogo Antônio Houaiss, o geógrafo Aziz Nacib Ab´Saber, os engenheiros agrônomos Eurípedes Malavolta e Mariângela Hungria, e os cientistas políticos Celso Lafer e Fernando Abrucio.
Fonte: Notícias Agrícolas
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